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Polícia Civil deflagra ação para desarticular central de golpes eletrônicos na Capital

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Operação Linha Direta – Fase II.

Na manhã desta quarta-feira (29/04), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/Deic), deflagrou a Operação Linha Direta – Fase II, com o objetivo de desarticular um grupo especializado em fraudes eletrônicas. A ofensiva visa encerrar uma central clandestina de golpes instalada em Porto Alegre.

Durante a ação, seis pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de estelionato qualificado por meio eletrônico, associação criminosa e corrupção de menores. Foram apreendidos mais de 40 aparelhos celulares, centenas de chips de telefonia móvel, um notebook, além de cadernos e folhas com anotações.

A operação é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas em dezembro de 2025, quando a DRV/Deic deflagrou a primeira fase da Operação Linha Direta, que resultou na prisão de 17 pessoas e na apreensão de um adolescente em uma central de golpes localizada em Cachoeirinha. As investigações demonstraram que, mesmo após a primeira ofensiva policial, o grupo criminoso tentou se reorganizar, mantendo a prática de fraudes em larga escala.

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Operação Linha Direta – Fase II.

Conforme apurado, o grupo mantinha dois pontos estratégicos em Porto Alegre. Em um deles, no bairro Jardim Itu, funcionava uma central telefônica clandestina, estruturada nos moldes de um “call center” ilegal, destinada exclusivamente à aplicação de golpes eletrônicos. Os criminosos atuavam de forma sistemática em diversas cidades do Rio Grande do Sul, como Porto Alegre e região metropolitana, Caxias do Sul, Passo Fundo, Erechim e Vacaria, além de outros estados da Federação, evidenciando o alcance estadual e interestadual do esquema.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais civis surpreenderam quatro mulheres aplicando golpes no momento da abordagem, caracterizando flagrante delito. No local, foram apreendidos 44 aparelhos celulares, centenas de chips de telefonia móvel de diversas operadoras, um notebook utilizado para a distribuição de listas de vítimas e envio de comandos, além de cadernos e folhas com anotações minuciosas contendo nomes de vítimas, telefones, metas financeiras e roteiros padronizados de engano. O material apreendido revela elevado nível de organização, controle e profissionalização da atividade criminosa.

Em outro endereço, no bairro Sarandi, os policiais prenderam em flagrante o casal apontado como responsável pela coordenação do esquema. Com eles, foram apreendidos diversos aparelhos celulares e chips telefônicos, reforçando o papel de liderança na estrutura criminosa e a centralização das decisões relacionadas aos golpes.

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Operação Linha Direta – Fase II.

As investigações apontam que os criminosos se passavam por funcionários de instituições bancárias, utilizando engenharia social sofisticada para induzir as vítimas a acreditar que suas contas haviam sido invadidas. A partir disso, as vítimas eram convencidas a realizar transferências e agendamentos de pagamentos para contas de terceiros vinculadas ao grupo. O alvo principal era um público vulnerável, especialmente pessoas idosas ou com baixo letramento digital. O prejuízo estimado causado pelo esquema criminoso alcança milhões de reais, com vítimas em diferentes regiões do país.

A delegada Jeiselaure Rocha de Souza, titular da DRV/Deic e responsável pela investigação, ressaltou o posicionamento da Polícia Civil: “Trata-se de um grupo estruturado, com divisão clara de tarefas, metas financeiras, uso intensivo de tecnologia e atuação em escala estadual e nacional.”

A ação contou com o apoio de sete peritos criminais do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que realizaram exames técnicos no local para garantir a preservação e a análise qualificada das provas digitais e materiais apreendidas. As análises preliminares identificaram softwares de acesso remoto, arquivos com dados sensíveis de vítimas e registros que comprovam o funcionamento contínuo da central de golpes.

Mais informações com a DRV/Deic.

Denuncie ao Deic:
0800 510 2828
WhatsApp e Telegram: (51) 98444-0606
www.pc.rs.gov.br

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