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Operação Renitência combate os crimes de homicídio e tráfico de drogas na Vila Nazaré em Porto Alegre

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Operação Renitência
Operação Renitência
Por Polícia Civil

Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) e do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou a Operação Renitência, no combate aos crimes de homicídio e tráfico de drogas.

Durante as ações, que foram concentradas na Vila Nazaré, localizada no bairro Sarandi em Porto Alegre, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco pessoas foram presas. Também foram apreendidas drogas, balança de precisão, uma arma de fogo e dinheiro.

A Operação teve origem em investigação de um duplo homicídio ocorrido no interior da Vila Nazaré, que é considerado um dos maiores pontos de venda de maconha do estado. As vítimas eram irmãos e exerciam o tráfico de drogas na localidade, sendo executados pelos seus próprios “patrões”, pelo fato de estarem negociando entorpecentes por conta própria, sem prestar conta aos superiores hierárquicos na organização criminosa.

Segundo o delegado Cassiano Cabral, as vítimas foram atingidas por mais de 100 disparos de arma de fogo, inclusive com o uso de armas longas. “Em que pese dezenas de pessoas tenham presenciado o homicídio, a produção de prova testemunhal inexistiu, pelo fato de os executores serem os grandes líderes do tráfico na localidade e atemorizarem os moradores", salientou o delegado.

O mandante do crime é considerado um dos maiores traficantes de maconha do sul do Brasil, que foi preso no Paraguai em 2018 e posto em liberdade no mesmo ano. Dois dos executores são os atuais chefes do crime organizado na localidade.

De acordo com o delegado Thiago Bennemann, a Operação atacou as lideranças da organização criminosa. “Embora os líderes não tenham sido capturados, eles agora passam a condição de foragidos da justiça, tendo em vista a decretação de suas prisões preventivas. Agora a Operação continua com o objetivo de capturar esses indivíduos”, contou Bennemann.

Leandro Adão
Michel Fontana

Polícia Civil RS