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Operação Tríade é deflagrada no combate a golpe de estelionato em Canoas

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Foram apreendidos telefones celulares, tablets e documentação para subsidiar as investigações.

Nesta segunda-feira (23/02), a Polícia Civil, através da 3° Delegacia de Polícia de Canoas, cumpre nove mandados de busca e apreensão no combate ao golpe das falsas ligações em nome de empresa americana de softwares e serviços online na Operação Tríade.

As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Várzea Paulista, no estado de São Paulo. Também foram deferidos os bloqueios das contas bancárias dos investigados.

Durante a ação, foram apreendidos telefones celulares, tablets e documentação para subsidiar as investigações.

O golpe

A prática criminal sofisticada consistia em falsas ligações em nome da empresa multinacional. A vítima, uma diretora de escola, foi lesada em R$ 144 mil. Os suspeitos também se passaram por representantes de oficial de justiça e advogada.

A vítima relatou à polícia que o primeiro contato ocorreu no início do mês de agosto de 2025, em seu local de trabalho. Uma mulher, que se apresentou como funcionária da “suposta empresa”, afirmou que precisava apenas confirmar o endereço da instituição. Sem desconfiar da abordagem aparentemente simples e rotineira, a vítima confirmou os dados informados pela suposta atendente.

No dia seguinte, a mesma pessoa voltou a entrar em contato e enviou um documento para assinatura. A diretora assinou o arquivo eletrônico sem realizar a leitura detalhada do conteúdo, sendo vítima de um golpe.

A falsa cobrança

Após certo tempo, a vítima recebeu uma ligação de uma mulher que se apresentou como oficial de justiça atuante no Distrito Federal. A interlocutora afirmou que a diretora seria “protestada” por inadimplência referente ao “suposto contrato” para serviços de divulgação da escola. Os criminosos afirmaram que, para cancelar o suposto contrato, deveria pagar taxas rescisórias no valor de três parcelas de R$ 955,00.

Mesmo com o pagamento, os investigados continuaram cobrando indevidamente a vítima com a alegação de que  estaria inadimplente, tendo a mesma realizado mais de 119 transações bancárias.
Dentre os envolvidos no esquema, está uma advogada de São Paulo, suspeita de participação em outros golpes. A OAB/SP acompanhou o cumprimento dos mandados.

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Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão.

O delegado Cristiano Reschke, diretor da Delegacia Regional de Canoas, faz referência a sofisticação do golpe, bem como a participação de pessoas com formação acadêmica, além do acesso a dados pessoas da vítima. “Trata-se de uma verdadeira integrante ativa do grupo criminoso”, destaca em relação a advogada que integra a “tríade” na prática criminosa, envolvendo oficial de justiça, advogada e o “personagem” da empresa multinacional.

Polícia Civil RS